quarta-feira, 25 de julho de 2007

"Quem somos nós?"

Sinceramente, se pra saber você precisa ver esse filme, é melhor ficar na ignorância (que, como diz o outro, pode ser uma benção)



Sem exagero, esse é uma das piores coisas que eu já vi. (OBS: Fui forçado a tal porque todo mundo no escritório resolveu fazer uma sessão de cinena cult. Afff!)

Parece que agora virou modinha auto-ajuda sair disfarçada de documentário ("O Segredo" vai na mesma linha). Credo! Acho que isso acontece porque as pessoas andam tão desacostumadas a ler que preferem sentar a bunda num sofá por pouco menos de 2 horas e fingir que aprenderem como ser felizes vendo a um filme (ruim).

Resumidamente, "Quem Somos Nós?" (bluerrgghhh! Desculpem!) é um misto de documentário e ficção. O filme narra a história de uma fotógrafa madura, inteligente e surda-muda(detalhe irrelevante posto apenas para ser politicamente correto) que se depara com dúvidas sobre o Ser, a Existência, etc. Ao longo do filme, de maneira mágica, ela vai sendo apresentada a conceitos científicos(?) de Física Quântica, Genética e Psicologia, e no final ela chega a conclusão que a vida que ela leva é criada por ela mesma, por isso ela precisa ter pensamento positivo.

FIM.

Sério. É isso.

Isso e uma I-N-T-E-R-M-I-N-Á-V-E-L seqüência de cenas com discursos cabecistas, jargões de Física Quântica, mil celebridades acadêmicas falando como gurus New Age, dentre outras coisas insuportáveis.

Nisso ele lembra o também cabecista "O Tao da Física", de Fritjof Capra. E até aquele filme modorrento que saiu dele, onde três personagens ficam dialogando por umas 5 horas de filme e no final não concluem nada.

"Quem Somos Nós?" tem um roteiro tão confuso que os 40 minutos iniciais, amenos e filosóficos, viram do nada uma comédia pastelão (estilo Trapalhões mesmo!) com danças tresloucadas, gente dando piti e animações computadorizadas tosquíssimas.

A mensagem (de que "somos os co-criadores da Existência".. que lindo!) é repetida 1000 vezes e de forma exaustiva. O filme poderia ter acabado em umas 12 cenas que daria na mesma. Mas ao invés disso ele se extende, e extende... e extende... (o que me faz crer que se trata de uma tentativa pavloviana de lavagem cerebral).

Enfim, odiei! Recomendo como laxante.

2 comentários:

MrE disse...

O filme Mindwalk em português: Ponto de Mutação é um dos meus 10 filmes favoritos.

Adriano Facioli disse...

alessandro, magnifica critica!!! adorei!!! vou passar para meus alunos...