quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

(ESPECIAL) Roberto Shinyashiki


O mais bobinho e alegre autor de auto-ajuda brasileiro


Ao ler “O Sucesso É Ser Feliz” não pude deixar de concluir que Roberto Shinyashiki é a 3a pessoa da Trindade da auto-ajuda nacional, ao lado de Augusto Cury e Içami Tiba. Os três, vejam só, são médicos psiquiatras erradicados em São Paulo. (O que há de errado com a Psiquiatria brasileira? Guido Palomba, socorro!).
OBS: Um autor meio sumido mas que fez muito sucesso foi o Lair Ribeiro, que também era médico, mas cardiologista...

Shinyashiki faz um estilo mais leve e despojado que Tiba (que é linha dura e fala de disciplina para os jovens) e mais espiritualista e artístico que o (pseudo)científico Cury (que se deu o trabalho de erigir uma mirabolante teoria sobre a “personalidade”).

Na orelha de seu bestseller está escrito que ele é “o maior especialista em gente nos seus diversos papéis”. Pera aí... Especialista? (Que certificado atesta isso?). Em gente? Deve ser uma nova área de atuação... A orelha ainda diz que Shinyashiki tem um vasto conhecimento que ele aumenta regularmente em viagens para Europa, EUA e Ásia. Ah, entendi... Ele viaja e fica inteligente.. Ok, ok.

“O Sucesso É Ser Feliz” é um melodrama, repleto de parábolas sobre ternura, imagens de gente rindo e se abraçando, citações comoventes de John Lennon e frases de efeito como “Deixe seu coração ser livre e ele lhe criará o futuro de seus sonhos”. IMPORTANTE: Se você é diabético fique longe desse livro!

A narrativa começa com um diálogo com uma monja budista na qual o autor aprende o significado da vida. A vida é dinamismo e não devemos nos apegar aos sentimentos, assim seremos felizes tanto na alegria quanto na tristeza. A partir daí Shinyashiki vai definindo sua visão de felicidade (que é o tema do livro) como viver em um fluxo de idas e vindas, altos e baixos, e ainda ser sereno. Ele faz uso de uma tipologia de infelicidades tirada da mitologia grega: os Midas (gananciosos), os Sísifos (workaholics) e os Dâmocles (os pessimistas); e diz que todas as pessoas infelizes se encaixam em um desses três perfis. Para sermos felizes devemos nos ver livres da ganancia, da obsessão e do pessimismo e abraçar o amor, a alegria, a tolerância, o sorriso, as coisas fofas, alegres e luminosas da vida.

Algumas frases extraídas do livro, para vocês terem uma idéia do nível de doçura do texto “Viva um dia de cada vez, e em todos coma um morango”, “Seus sonhos mantêm aceso o fogo sagrado do seu coração”, "Hoje sei que para ter sucesso é precifo ter quatro D: Determinação, Dedicação, Disciplina e Desprendimento”; etc.


FIM.

Afffff!

Esse livro cobriu minha taxa de glicose por uma semana!

4 comentários:

Anônimo disse...

Agora entendo por que nao gosto muito de doces...
sejamos sinceros, quanta breguice...
adriano

Anônimo disse...

Parabéns pelo blog. Sou psicólogo e tenho umacomunidade no Orkut ("Auto-ajuda não é Psicologia") onde sempre aparece muitos a defender o este ramo do mercado.
Um abraço.

Andarilho disse...

"o maior especialista em gente nos seus diversos papéis"

Especialista em gente e relações humanas pra mim é psicólogo e psiquiatra. Até aí, OK. Brabo é o "maior" ali na frente. O negócio das viagens que aumentam o conhecimento dele também foi dose. Não que eu ache que viajar nunca seja uma experiência antropológica interessante, mas não precisa ir pros EUA ou pra Europa pra fazer isso. Cacimbinhas também serve (e talvez seja mais interessante).

Scacchetti disse...

Sensacional! Parabéns...

Ps: só senti falta de alguns posts atuais sobre coaching... hehe